
Duas palavras, talvez uma frase, pronunciada algumas vezes no dia a dia de cada uma de nós. Há qualquer coisa nestas palavras que me anda a fascinar. E perante isso já me vi parada a senti-las algumas vezes.
Eu compreendo, assim sem mais nada, com ou sem sorriso, com ou sem gesto. Compreender é sentir algo, é entender e conter, é tornar algo do outro um bocado nosso. Compreendemos muitas vezes porque já passamos por situações similares, compreendemos porque conhecemos o outro e vemos que esse algo o altera. Compreendemos no fundo, porque sentimos o outro também como parte nossa e o outro é importante.
Só que o «Eu compreendo» é também o Eu compreendo-me, e aqui compreender é aceitar é ver-me como sou e deixar-me assim, despida de todas as vestes que trago, para que não caia também eu no erro de me disfarçar. No fundo, o compreender vem de braço dado com o aceitar.
«Eu sou eu e as minhas circunstâncias», disse muito bem Ortega y Gasset, acontece que as minhas circunstâncias são as que eu própria construo, são as que eu própria permito...
Para construir, para permitir, para aceitar, para ousar, para conter, para entender, para compreender, para tudo e para nada, só há Um caminho...
2 comentários:
Só há um caminho...
Aquele que o Artista va desenhando na nossa VIDA, sempre que não lhe pomos impedimento!
so ha um caminho...aquele que fazemos com a ajuda de deus ao longo da nossa vida. com o tudo o que isso implica e envolve. barbara
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