
Quem pode e sabe mais do que Deus? Quem é o outro para o seguirmos? A quem verdadeiramente seguir e entregar a vida?
A todas as perguntas a resposta em palavras é simples! A verdade é que no passo que vai das palavras às acções, na visão que se estende desde o que dizemos ao que fazemos, as coisas não acontecem como na realidade seriam melhor para nós!
É preciso ousar a coragem, arriscar uma e outra vez os gestos de valentia para seguir com fidelidade a este Senhor da vida e da alegria que tanto alimenta…
É preciso uma e outra vez e mais uma morrer interiormente, deixar as vontades, as pretensões, o que até tenho como certo que seria melhor, abandonar os meus quereres para dar lugar também ao outro e ao Outro…
Seguir Deus, significa também dar-Lhe espaço e tempo, agarrar-Lhe na mão e caminhar com Ele como O guia que segue à frente… Mas no caminho a que chamamos vida encontramos muitas outras pessoas que tal como nós procuram a felicidade, procuram O sentido… Também a essas pessoas, é preciso dar espaço e tempo, é preciso deixar que se manifestem… Seguir a Deus é também ser (presença e rosto d’Ele) para estas pessoas…
Seguir a Deus é dar fruto e como canta a música «há que morrer e nascer de novo (…) para aprender a viver», sim para seguir a Deus há que morrer e (re)nascer… Uma vez, duas, três, e mais uma, as vezes que forem necessárias… Deus sempre estará a acompanhar-nos nestes momentos que supõem «morte», perda, mudança…
É um desafio contínuo de purificação, um desafio contínuo que se lança a quem se quer «lançar» mais, a quem quer ser mais, a quem aposta por uma vida não menos radical que todas as outras… Um desafio que se faz oportunidade de crescimento, de superação, de vencimento e por isso é O caminho para com Ele sermos mais…
Lá fora, continua o mundo que espera e precisa de nós… Nós com Ele e tudo será diferente… Melhor, muito melhor!
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